Sendo sincero, não sei se frase
é verdadeira. Mas como vai cair como uma luva na minha crônica, vou manter a
sentença. Tudo pelo texto.
A semana começou ainda com
a briga pelo setor Sul do Maracanã. Uma questão de honra que quase termina em
tragédia fora do estádio e que terminou catástrofe dentro no campo. O
Fluminense perder mais uma vez para o Vasco e com gol sem querer, pra mim, é catástrofe
sim.

- Você é valente? Diz aí...
Ia responder meio que zeca
pagodeiramente: “Não sou valente, mas não também peço arrego”.
- Não sou valente não, mas...
– mas engoli seco o resto da frase. Ele era amigo do Godzilla. O mostro veio
também. Vestia uma camisa colada do UFC e uma mochila de Jiu Jitsu. Olhava pra
mim como se fosse me mastigar.
Já imaginei meu óbito com o
Godzilla segurando minhas pernas e me batendo de um lado para o outro no chão.
Só um detalhe: também tenho
amigos. Não ia apanhar sozinho. Mas Rodrigo Viannini é um sábio. Também... Já
foi tudo na vida: fisioterapeuta, jogador de futebol, engenheiro em Dubai,
pescador em Búzios, serviçal do narcotráfico, pastor evangélico, astrofísico e
deputado pelo Acre. Parece que agora virou juiz de paz.
- Rapaz, meu amigo te pediu
desculpa e você xingou ele por quê? – disse calmamente.
- Meu Deus, ele me pediu
desculpas!? Então eu que me desculpo aqui. Foi mal, estou com a cabeça quente,
cara...
Apertei as mãos dos dois (ou
eu estou com artrose nos dedos ou o Godzilla ainda guardava uma certa mágoa quando
me cumprimentou). O que importa é que o ciclista estava sorridente, eu
aliviado.
Aprendi a lição do título.
Então, nem vou rebater os áudios do Rodrigo pelo What’sApp me dando mais
esporro do que o Bolsonaro no Bebianno.