Não sei como os paulistanos vão encarar a frase, mas preciso dizer. O João Doria é a cara da Avenida Paulista vestida
com a camisa da CBF. O cabelinho bem comportado, a roupinha bem passada,
barbinha bem feita. Resumindo João Doria é um homem incapaz de suar.
Você achava que o Fernando Haddad com
seu discurso sobre mobilidade urbana ia para algum lugar? O que dá ibope mesmo
é o papo do Show Business, o programa de entrevistas do Doria. Dizem que as
entrevistas são um saco. Eu não posso emitir opinião. Toda vez que via, só
conseguia prestar a atenção se o Doria iria suar ou não. Nunca vi. Acho
fantástico isso.
Mas voltando às urnas, a eleição foi justíssima.
São eles a maioria na São Paulo atual. Votaram alto e espero que estejam certos
em acreditar no estilo “trump”, em que comandar uma prefeitura é igualzinho a administrar
uma empresa. Se der certo, maravilha! Se der errado, só esperar quatro anos.
Nada de invencionices! Até porque, sejamos sinceros, ninguém votou no Doria
pensando no vice-prefeito, o... o... Ah, procure no google, por favor! Se for o Amaury Jr., escrevo outra crônica.
Prometo.

A outra metade tem receio que a
cidade vire uma enorme parada gay, com drogas liberadas e uma estátua de Che
Guevara erguida no Corcovado. Calma, pessoal!!! Além do óbvio que a prefeitura tem capacidade
limitadíssima de imposição ideológica, posso garantir que apesar de todo receio
da minha mãe, nunca passei sufoco num Fla x Flu. O máximo que sofri foi respirar
gás lacrimogêneo. Isso me leva à seguinte conclusão: mesmo sem grandes danos,
mais cedo ou mais tarde, a gente acaba chorando em qualquer Fla x Flu.
Anotem essa frase. Achei meio filosófica.